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Praia da Mabunda carece de estudo sanitário

angop.ao
AngolaOnline

Luanda - A água da praia da Mabunda, na baía da Corimba em Luanda, necessita de estudo para se determinar a sua salubridade - alertou o director Nacional do Ambiente, Nascimento Soares., Nascimento Soares, que falava à Angop a propósito das alegações, em Julho último, sobre casos de cólera no local, salientou ser necessário o estudo para se aferir se o perímetro (terra e águas) está livre de qualquer micro organismo patogénico, principalmente o vibrião colérico.

Devido à situação, naquele mês, as autoridades sanitárias proibiram qualquer actividade comercial de pescado no local, onde os fregueses também mandavam preparar o peixe em condições anormais de higiene.

Toda a actividade de descarga, a grosso, de peixe foi transferida para o porto pesqueiro de Luanda, entre a Boavista e fortaleza do São Pedro da Barra, enquanto a revenda de pescado acontece num mercado que foi inaugurado a 23 de Novembro de 2017, com capacidade para mais de  mil trabalhadores.

Apesar destas medidas, o director acredita que o problema não está resolvido para a comunidade, visto que no local desemboca uma vala de drenagem que arrasta águas residuais com todo o tipo de detritos de vários pontos de Luanda.

Para si, o alto índice de lixo nas valas de drenagem da Mabunda, que não beneficiam de qualquer tratamento, transforma o local num ponto ideal para a propagação da cólera, paludismo e outras enfermidades.

Esta situação piora, segundo o director, com o facto de na praia local existirem embarcações desactivadas, que servem de moradia de alguns pescadores que defecam ao ar livre.

Por ser um espaço de grande movimentação de pessoas, sem condições para defecação, obriga a população a fazer as suas necessidades ao ar livre, o que aumenta o risco de contágio da água e solo.

Recordou que o Ministério do Ambiente já havia apresentado propostas que envolvessem vários intervenientes, para se melhorar o saneamento no local, designadamente campanhas de massas e construção de latrinas.

Afirmou que a situação da Mabunda demonstra a necessidade de um plano de gestão de resíduos mais actuante nos mercados e praias, onde há elevados amontoados de lixo com vísceras de peixe, latas, plásticos, além de outros detritos que danificam também o solo e poluem o ar.   


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